Semana de Cinema Lusófono apresenta “uma visão do mundo” no sudeste de França

Quatro cidades francesas vão acolher a 19.ª Semana de Cinema Lusófono, de 22 a 28 de março, para "mostrar que a lusofonia é uma visão do mundo que é particular", disse à Lusa Pedro da Nóbrega, diretor do evento.

"O ponto comum dos filmes é o espaço lusófono. Queremos mostrar que a lusofonia é cultura, é uma visão do mundo que é particular e que merece relevo e interesse", indicou o também presidente da associação "Espace de Communication Lusophone".

A Semana de Cinema Lusófono vai apresentar, a 24 de março, em Nice - e em estreia em França - o filme "Cinzento e Negro" de Luís Filipe Rocha, estando confirmada a presença do realizador no festival.

"Cinzento e Negro" conquistou, a 11 de dezembro, os galardões de melhor realizador e de melhor ator principal nos Prémios Áquila 2016, que distinguem as melhores produções portuguesas de cinema e televisão, tendo também recebido os prémios de Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento (Luís Filipe Rocha), Melhor Atriz (Joana Bárcia) e Melhor Fotografia (André Szankowski) no Figueira da Foz International Film Festival.

A Semana do Cinema Lusófono, que vai dividir-se entre Nice, Cannes, Grasse e Mouans-Sartoux, no sudeste de França, vai também exibir os filmes "Montanha", de João Salaviza, e "Volta à Terra", de João Pedro Plácido, assim como as obras brasileiras "Estive em Lisboa e Lembrei de Você", de José Barahona, também em estreia em França, "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, "Boi Neon", de Gabriel Mascaro, e "Tudo que Aprendemos Juntos", de Sérgio Machado.

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Lisboa recebe Ariana Grande em Junho de 2017

Ariana Grande confirmou no seu Facebook oficial um concerto na MEO Arena, em Lisboa, no dia 11 de junho do próximo ano. A cantora trará consigo o novo álbum, Dangerous Woman, que inclui temas como "Into You" ou "Side to Side", dueto com Nicki Minaj.

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Miguel Araújo explica a sua saída d'Os Azeitonas

Os Azeitonas comunicaram ontem a saída do membro fundador Miguel Araújo. A banda do Porto justifica a decisão com a impossibilidade de "conciliar agendas": "tornou-se uma tarefa muito difícil. Depois, herculeana. Até se tornar impossível".

Miguel Araújo explica o porquê da sua saída da banda, lançando luz sobre o que designa, genericamente, de "um novo ciclo da minha vida". Apanhando de surpresa os fãs da banda, a decisão estava, admite, tomada desde o início de 2016: "tivemos uma conversa porque estava a ser difícil avançar com o ritmo normal da banda. Eu tinha os meus concertos a solo e estava já com uma carrada de datas marcadas com o Zambujo. Numa reunião [para debater o tema], perfilaram-se várias hipóteses e o que se decidiu em conjunto foi que eu iria fazer os concertos deste ano, mas depois não faria mais parte". Além dos restantes integrantes da banda, também os músicos que a acompanham na estrada ficaram, desde logo, "a par destes planos".

Quando lhe perguntaram sobre a razão da sua saída, Araújo responde: "foi uma questão de tempo, não tenho tempo para tudo". "Uma banda tem uma agenda própria que não se compadece com as ausências permanentes de um membro", acrescenta, reconhecendo que "a partir do meu segundo disco, começou a ser difícil . E não dá para estar numa banda a meio gás".

Referindo-se à produção recente de Os Azeitonas, Miguel Araújo sublinha o seu envolvimento no single "Cinegirasol", lançado em abril deste ano ("canto, toco, compus a música, escrevi a letra"), mas adianta que em duas canções "que ainda estão para sair" a sua participação foi muito menor ("numa nem sequer toco"). "Houve um certo período de desmame ao longo deste ano".

Salientando a natureza amigável da separação, o músico deixa a porta aberta a futuras colaborações: "está previsto que possa continuar a colaborar com eles, em letras e músicas, apesar de nada estar detalhado nesse sentido". O abandono não é, pois, assumido peremptoriamente: "o futuro está em aberto, eu saí da banda, mas qualquer dia poderei até voltar, não é daquelas coisas em que houve uma zanga, ou um que foi viver para o Brasil, ou que outro morreu. Simplesmente, nesta altura não existem mais condições para eu continuar na estrada e a [corresponder] ao que uma banda exige".

Esta decisão não responde, segundo Araújo, a uma perspectiva de intensificação da sua carreira a solo ou a qualquer projeto paralelo que se avizinhe. "É mais uma resposta aos dois anos que estão para trás do que aos que hão de vir", adverte. 2015 e 2016 fizeram mossa: "foi um ritmo de estrada demasiado puxado para o que eu pretenderia. Não quero que a minha vida seja dar 100 concertos num ano, como está a ser. Adoro tocar ao vivo, mas não adoro ter um concerto meu num dia, dos Azeitonas no outro, depois uma semana com o Zambujo... Tive problemas de voz, sinusite, cansaço extremo, fui operado o ano passado... A solo, se me apetecer parar uns tempos, paro. Numa banda não posso dizer 'agora durante um ano não contem comigo'".

Em estúdio, é certo que o músico não parará. "Estou a compôr músicas para um novo álbum meu, estou a gravá-las, inclusive, mas não sei quando é que [o disco] vai sair, como é que se vai chamar... Estou aí. Sempre que o amor me quiser, basta fazer um sinal".

 

Fonte: Blitz

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