Igrejas de Santarém recebem 11 organistas no III Ciclo de Órgão até 30 de julho

O Terceiro Ciclo de Órgão de Santarém vai decorrer a partir de sábado, reunindo na cidade, até 30 de julho, 11 organistas, cinco concertos, um recital, uma missa cantada e uma conferência.

Sob o tema “o canto gregoriano e o órgão em Portugal”, o ciclo abre, ao final da tarde de sábado, na Casa de Portugal e de Camões, com a conferência “O canto gregoriano e a arte organística em Portugal: passado, presente e futuro”, por Filipa Taipina, João Vaz, José Maria Pedrosa Cardoso, Alfredo Teixeira e Pedro Miranda, com moderação de David Paccetti Correia, diretor da iniciativa.

Organizado pela Câmara Municipal, pela Diocese e pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém, o ciclo tem o seu primeiro concerto no domingo, às 18:00, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, com música da Idade Média – Liturgia in honorem Beatae Mariae Viriginis, pelo Coro Gregoriano de Lisboa, com direção de Armando Possante.

No dia 17 de junho de manhã, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade acolhe uma missa cantada com órgão, “Renascimento e Maneirismo - Missa de Beata Maria Virgine”, de Filipe de Magalhães (1571-1672), pela Schola Cantorum da Catedral de Santarém (Capela do Divino Salvador), com Daniel Oliveira, em órgão, e Pedro Rollin Rodrigues, na direção.

No sábado seguinte, dia 24, à tarde, na Catedral de Santarém, há um concerto com coro, orquestra e órgão “desde a Idade Média ao Romantismo” e Sinfonia n.1 Op. 11 de João Domingos Bomtempo (1775-1842), pela Schola Cantorum da Catedral de Santarém (Pequenos Cantores e Capela do Divino Salvador), com Daniel Oliveira, em órgão, e direção de Pedro Rollin Rodrigues, e a Orquestra Clássica de Fátima, com direção de André Lousada.

Um recital de órgão barroco, por André Ferreira, e música para órgão solo, de Manuel Rodrigues Coelho (c.1555-1635) e outros, numa coprodução com a Recitais de Órgão Comentados 2017, está agendado para 09 de julho, ao final da tarde, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade.

Para 15 de julho, está marcado um "périplo pelos órgãos históricos de Santarém”, sete “mini recitais de órgão” que começam na Igreja de Santa Maria de Alcáçova (com o organista Daniel Oliveira) e terminam na Catedral de Santarém (com António Esteireiro), passando pelas igrejas de Marvila (Célia Sousa Tavares), Misericórdia (Filipe Veríssimo), São Nicolau (Daniela Moreira), Jesus Cristo (Inês Machado) e Piedade (Rafael Reis).

No dia seguinte, ao final da tarde, na Igreja de Santa Maria de Alcáçova, realiza-se um concerto de coro e órgão intitulado “Classicismo e Pré-romantismo – Capella Patriarchal”, apresentação de Obras de Fr. José Marques e Silva (1782-1837), com João Vaz no órgão e direção.

Um concerto de coro e órgão “Século XX - Canto gregoriano acompanhado", extraído de Nova Organi Harmonia (liturgia de Nossa Senhora da Conceição), pela Schola Cantorum da Catedral de Santarém (Pequenos Cantores e Capela do Divino Salvador), acompanhados por David Paccetti Correia no órgão e Pedro Rollin Rodrigues na direção, está agendado para 22 de julho, na Catedral.

A terminar, a 30 de julho, às 19:00, a igreja da Catedral recebe um concerto com coro e órgão “Século XXI”, estreia da obra “Antífonas Marianas”, de João Vaz, para Coro e Órgão, com o Ensemble Lusiovoce e Sérgio Silva, em órgão, e direção de Clara Alcobia Coelho.

O tema escolhido para esta 3.ª edição visa “aprofundar e divulgar o conhecimento da ligação histórica entre o canto gregoriano e órgão, sobretudo, o relativo ao contexto histórico português, e refletir sobre o futuro da ligação entre canto gregoriano e órgão”, afirma uma nota do município.

Procura ainda “divulgar o repertório de canto gregoriano, bem como o repertório derivado e/ou inspirado no canto gregoriano que envolva órgão, promover a composição e execução de novas composições que evolvam canto gregoriano e órgão, mediante encomenda a autores portugueses, e homenagear Maria Helena Pires de Matos (1938-2011), personalidade de reconhecido prestígio no estudo, prática e divulgação do canto gregoriano”, acrescenta.

O Ciclo de Órgão de Santarém foi criado com o objetivo de dar a conhecer e divulgar os seis órgãos históricos da cidade, propriedade da Diocese e da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, reabilitados e restaurados entre 2007 e 2015 numa parceria que envolveu também o município.

Fonte:Lusa

Last modified onsegunda, 29 maio 2017 16:36

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