Mau tempo: Concelho de Arruda dos Vinhos praticamente isolado e com 42 desalojados

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O concelho de Arruda dos Vinhos está a ficar cada vez mais isolado, podendo chegar-se ao município apenas através da Estrada Nacional 248-3 através de Alverca (Vila Franca de Xira), alertou o presidente da câmara.

“Arruda está cada vez mais isolada devido a deslizamentos de terras. Só temos uma via transitável, a EN 248-3 através de Alverca” para sair ou entrar no concelho, disse Carlos Alves à agência Lusa.

As principais vias estão interditas à circulação, nomeadamente a EN 248, cortada nos acessos a Vila Franca de Xira e a Torres Vedras, e a EN 115 nos sentidos de Bucelas e Sobral de Monte Agraço.

A EN 115-4, no acesso a Alenquer, encontra-se apenas transitável por uma via, sem circulação de veículos pesados.

Outras vias municipais encontram-se “completamente destruídas, comprometendo a mobilidade interna e o acesso a serviços essenciais”.

Cardosas, Arranhó e Carvalha são as localidades isoladas.

O número de desalojados em Arruda dos Vinhos subiu para 42, a grande maioria oriunda do Casal Carvalho/Estrada do Lapão, onde 10 casas “ficaram completamente inabitáveis e os moradores foram realojados em casas municipais ou de familiares”.

Há também casos de desalojados nos Casais da Granja e no caminho da Batalha.

Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.

Segundo o autarca, os deslizamentos de terras estão a acontecer porque “os terrenos já não conseguem absorver mais a água”, o que está a provocar danos nas condutas e, em consequência, falhas no abastecimento à população.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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